terça-feira, 31 de agosto de 2010

Talha de Romão Silva e poema de Clevane Pessoa












A imagem ao lado é uma talha ("Romão Silva.
MEUS TRABALHOS: Eis aí alguns de meus trabalhos artesanais. Informo ao visitante que não sou artista plástico, mas, apenas um curioso autodidata preocupado em fazer algo que nos pareça razoavelmente belo. São entalhes em madeira e duas pinturas em tela. Contatos: 3614-1426 # 8837-2977. antromsil@yahoo.com.br/antromsil@hotmail.com)
Fonte:sobralensedagemma.blogspot.com/2009_05_01_arc...(Blog de Gemma Galgani-Sobral)

Ao vê-la, lembrei-me de um poema antigo, que reuni a outros em Poemas de ser Mulher
(edição artesanal) :


TALHA

Clevane Pessoa


A mão do tempo
traçou-me, na face da alma,
a esquemática
do entalhe futuro.

O formão foi-lhe afundando
os traços.
Alto e baixo relevo.
Volutas.
A goiva
- das formas noiva-
fantasiu-lhe os sulcos.
O capricho do artista
modificou-lhe
muitas das linhas primitivas.

Não sei se estou pronta.
talvez ainda,
da talha , ele recorte
a silhueta esbelta,
mas farta de marcas,
entalhada de sua própria Vida.
Ou da minha ?

Sim, talvez em vez de prancha
marchetada, nacarada,
ele me faça figura de mim mesma...

Em 22/04/71
Publicado na Gazeta Comercial, Juiz de Fora, MG

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Jornalismo Econômico na imprensa de Juiz de Fora: histórico e possibilidades da abordagem da economia local

Leia o trabalho todo em PDF e tardiamente , envio parabéns à Cássia Carolina Borges, pois ainda não lera o trabalho de tessitura, quando empresta e devolve voz a certas épocas e à Economia .Interessantíssimo observar que nós, que trabalhávamos na Gazeta Comercial somos viventes (sobre/viventes) dessa lacuna-causada pela censura :
http://www.facom.ufjf.br/projetos/2007-2/CassiaBorges.pdf

Guilhon muitas vezes-e eu -éramos procurados pelos estranhos homens de semblante fechado.Conto algumas peripécias e constrangimentos em meu livro Nas Velas do Tempo - Memórias de Uma Repórter na Ditadura- -inédito, mas com um capítulo grande tornado e-book por Lourivaldo Perez Baçan, que se ofereceu para fazê-lo , creio que em 2004,sem custos para mim, por julgar que é de utilidade pública...

"Nas http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/57559elas do Tempo " é o nome de uma canção de Leni Tristão-cujo filho escreveu-me um e-mail noutro dia, para agradecer a citação dos versos de sua mãe.



Aluna da UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA -FACULDADE DE COMUNICAÇÃO SOCIAL , Cássia Carolina borges da Silva, fez uma interessante pesquisa sobre os jornais juizforanos , sobre a existência ou não de um jornalismo econômico na imprensa local em determinadas fazes.Trabalhei justamente nos Anos de Chumbo , onde a Gazeta era muito vigiada, por ser o jornal oficial da cidade e cobrir as ações da Prefeitura.Fui uma das entrevistasdas e indiquei nomes, dentre eles, o de meu amigo e chefe de redação, Gilson Guilhon Loures- depois, meu padrinho de casamento.Ele foi ainda "Secretário de Relações Públicas e Chefe de Gabinete do ex-prefeito Itamar Franco (1968-1972). Como era funcionário do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), por intermédio da instituição, foi trabalhar em Brasília (DF). No Distrito Federal, se tornou colaborador do Diário Mercantil e da Tribuna de Minas"(veja abaixo).Algumas vezes ele, literalmente, corría atrás botando a correr escada abaixo, visitantes indesejados, qual os grupos da TFP(Tradição, família e Propriedade), que apareciam caregando bandeiras , banneres e horrendos discursos tendenciosos.

Recebi o trabalho por e-mail, através de Terezinha Aparecida Soares.
Para ler na íntegra, busque:http://www.facom.ufjf.br/projetos/2007-2/CassiaBorges.pdf

Publico apenas as entrevistas com Gilson e eu.E louvo a pesquisa;a História deve ser escrita pelos que continuam vivos, antes que, mortos, se apossem dela e a deturpem.

Clevane Pessoa de Araújo Lopes.






CÁSSIA CAROLINA BORGES DA SILVA
Jornalismo Econômico na imprensa de Juiz de Fora: histórico e possibilidades da abordagem da economia local
Juiz de Fora
Dezembro de 2007 9
Cássia Carolina Borges da Silva
Jornalismo Econômico na imprensa de Juiz de Fora: histórico e possibilidades da abordagem da economia local
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção de grau de Bacharel em Comunicação Social na Faculdade de Comunicação Social da UFJF.
Orientador: Profa. Ms. Teresa Cristina da Costa Neves
Juiz de Fora
Dezembro de 2007 10
Cássia Carolina Borges da Silva
Jornalismo Econômico na imprensa de Juiz de Fora: histórico e possibilidades da abordagem da economia local
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como requisito para obtenção de grau
de Bacharel em Comunicação Social na Faculdade de Comunicação Social da UFJF
Orientador: Profa. Ms. Teresa Cristina da Costa Neves
Trabalho de Conclusão de Curso aprovado
em 21/11/2007 pela banca composta pelos seguintes membros:
_______________________________________________
Profa. Ms. Teresa Cristina da Costa Neves (UFJF) - Orientador
_______________________________________________
Prof. Dr. Paulo Roberto Figueira Leal (UFJF) - Convidado
_____________________________________________________
Prof. Dr. Paulo do Carmo Martins (UFJF) - Convidado
Conceito Obtido _______________________________________
Juiz de Fora
Dezembro de 2007 11

A microeconomia é a vedete do jornalismo econômico recente de Juiz de Fora. Mas, perto da abrangência da macroeconomia, parece tão pequena... Entretanto, ínfima mesmo, ela fica diante da gratidão e dos agradecimentos oriundos desse projeto.
A idealizadora do produto é de origem divina. Os precursores, Rosalina Borges e José Pereira, investiram pesado. Não foram só recursos financeiros, mas, principalmente, emocionais para que “a mercadoria” tivesse qualidade para exportação!
O produto bruto ficou por conta de Cida Andreola, Gylson Guilhon Loures, Clevane Pessoa, Luciane Faquini, Marcos Croce, Priscila Fellet e Simone Silva. Já o produto final, só foi possível com a paciência e didática de Teresa Neves.
As parcerias foram fundamentais para a concretização do projeto. Paulo Martins e Paulo Roberto foram companheiros na etapa final da jornada. Vinícius Mattoso Cabral, responsável pela capa, importou tolerância e esteve presente em cada fotografia tirada para este trabalho. Sua cotação está em alta! Coube à Sala do Joarle “inflacionar” a amizade, à Embrapa Gado de Leite incrementar o conhecimento e ao Forum da Cultura fomentar a capacidade de lidar com as diferenças.
O processo contou com a colaboração de Ana Paula Figueiredo, Tiago Vítor e José Eduardo Brum que, com irreverência e resignação, entenderam que foi necessário serem “deixados de lado” pela idealizadora para que ela tivesse seu brainstorm e fizesse o trade off correto, a fim de concluir com ISO 9000 a etapa mais importante do seu processo educacional.”

(...)




3.2.2 Gazeta Comercial
Vários jornais que começaram a circular até meados do século XX se intitularam órgãos do comércio, da indústria e da lavoura. Entre eles, vale salientar a Gazeta Comercial, pela importância que teve como órgão oficial da Prefeitura na segunda metade do século XX.
O jornal apareceu em 1924 como instrumento noticioso da Associação Comercial de Juiz de Fora. Foi adquirido, décadas depois, por Theo Sobrinho. Passou por sérias dificuldades financeiras na década de 1970, quando o então senador Itamar Franco o comprou, com o intuito de ajudar Sobrinho. (OLIVEIRA, 1981, p. 44). Parou de circular no final daquela década, não sendo mais reativado por Itamar. Começou no formato standard, com seis colunas e quatro páginas. Ao longo de sua história, aumentou o número de colunas para sete e, posteriormente, para oito. O número de páginas variava entre quatro e seis e não havia editorias fixas.
A análise da edição 383, de 3 de junho de 1925, a mais antiga arquivada na Biblioteca Municipal Murilo Mendes, mostra que, dos três jornais com designação comercial que circulavam em Juiz de Fora na data, era o mais preocupado em abordar temas econômicos. A primeira página trazia amenidades, cartas de leitores e anúncios. Mas o maior espaço, quatro das seis colunas do jornal, era ocupado com uma matéria sobre a reunião da Gazeta Comercial de 3 de junho de 1925
Associação Comercial, realizada dias antes, e por uma notícia, enviada do Rio de Janeiro, sobre o valor econô-mico da palmeira babassú. Diferen-temente do Diário Mercantil e do Jornal do Commercio, já nos anos de 1920, usava títulos para separar e





APÊNDICE C
Entrevista com o ex-editor-chefe da Gazeta Comercial, realizada em 30 de setembro de 2007, via e-mail
O advogado e jornalista Gylson Guilhon Loures trabalhou na imprensa juizforana nas décadas de 1960 e 1970, inclusive como redator-chefe da Gazeta Comercial. Começou sua vida jornalística em periódicos estudantis. “Eu sou formado em Direito. Naquela época, como existiam poucas faculdades de jornalismo, quem exercia a profissão podia requerer registro e ser considerado profissional”, esclarece Guilhon.
O jornalista foi também Secretário de Relações Públicas e Chefe de Gabinete do ex-prefeito Itamar Franco (1968-1972). Como era funcionário do Banco do Estado de Minas Gerais (Bemge), por intermédio da instituição, foi trabalhar em Brasília (DF). No Distrito Federal, se tornou colaborador do Diário Mercantil e da Tribuna de Minas.
- O senhor estava no mercado na época do boom do jornalismo econômico. Como eram exercidas as atividades naquela época? Como eram definidas as pautas?
- Nas décadas de 1960 e 70, praticamente não existia jornalismo econômico na imprensa de Juiz de Fora - pelo menos, o macroeconômico - e muito menos na Gazeta Comercial, que era um jornal de "assuntos gerais". Existiu, no final dos anos de 1970, uma coluna econômica no Diário Mercantil, assinada pelo jornalista Mendonça.
- Os jornais de Juiz de Fora seguiam a tendência nacional de criação de suplementos para tratar de Economia?
- Na GC não existiu coluna ou colunista econômico, muito menos suplemento econômico. 129
- A Gazeta tinha colunistas de Economia? O senhor publicava artigos a respeito da economia local?
- Realmente, naquele tempo, fui redator-chefe da GC e não analista ou comentarista econômico. Permaneci ali até quando o Itamar Franco a comprou. A GC foi desativada por razões de ordem financeira, com a perda do contrato com a Prefeitura Municipal para publicação de matérias oficiais do município.
- Como era exercer a profissão na época da censura militar?
- Foi horrível trabalhar sob a ditadura militar. A censura era terrível. Proibia-se tudo: divulgar ou noticiar, por exemplo, corridas de nudistas em praias, casos de meningite, epidemias, prisão de subversivos no Brasil, na Argentina, no Uruguai, prisão de padres franciscanos subversivos em São Paulo por crime de segurança nacional, abstenção de "grupos parlamentares", manifestações e panfletagens estudantis contra a realização da exposição Brasil-Export-1973, em Bruxelas, matérias, análises, ainda que hipotéticas, relativas à recessão econômica, abastecimento de carne e outros produtos. Nem uma "palavra sequer sobre a guerrilha do Araguaia..." Estas são as minhas informações e o meu testemunho daquela época e daquele período negro, lúgubre, horroroso da História do Brasil. Que nunca mais se repita! Nunca! 130
APÊNDICE D
Entrevista com Clevane Pessoa, realizada por E-Mail, no dia 8 de setembro de 2007
Clevane Pessoa de Araújo Lopes trabalhou no jornal Gazeta Comercial na década de 1960. Ela era jornalista e colunista do diário, onde ingressou em 1964. Atuou nas diversas áreas do jornal, como repórter, e trabalhou efetivamente na área de cultura, também como colunista. Atualmente, reside em Belo Horizonte e se dedica à literatura, tanto no sentido de publicação de suas memórias jornalísticas, quanto no auxílio e revisão de outras publicações.
- O próprio nome do jornal (Comercial) sugere que sua cobertura jornalística era voltada para a Economia ou, pelo menos, para o Comércio. Isso é verdade? A Economia era valorizada no jornal?
- Quando trabalhei na Gazeta Comercial, nos anos 60, não me recordo de ter visto muita ênfase na Economia. Eu tinha muitos exemplares do jornal, mas, devido às constantes mudanças de endereço, acabei me desfazendo deles. Passou tanto tempo desde aquela época e, sem possuir mais meus exemplares, não sei afirmar se, esporadicamente, alguém abordava essa área. Há, claro, a probabilidade de que, antes de minha ida para lá, houvesse uma correlação com o nome escolhido. A Gazeta era o órgão oficial da cidade, cobria a Prefeitura.
- O jornal seguia estruturação editorial semelhante a de outros (Cidade, Geral, Polícia, Economia, Politica, Nacional, Internacional, Cultura)? O corpo de repórteres era expressivo?
- Não era muito usual seguir estruturação editorial de outros jornais. A estrutura da Gazeta era mais livre e, mesmo assim, era complicado, pois era a época da censura, o jornalismo era cerceado. O Gylson Guilhon Loures e o Messias da Rocha que a 131
rediagramaram. O corpo de repórteres era pequeno, pois o valor pago era baixo. Eu a preferi aos Diários Associados pela oportunidade de trabalhar em várias áreas, meu intuito era diversificar. Nas férias de Heli Martinelli, da página de Turismo, por exemplo, eu o substituía.
- A senhora era colunista/cronista da Gazeta Comercial. Isso era comum em outros setores que não Cultura? Economia, por exemplo, tinha colunista?
- Os colunistas, além de mim, eram Campomizzi Filho, de Ubá, Wagner, Laís e Henri da família Correa de Araújo e Messias da Rocha, todos na área de Letras e Artes. Tinham também o Heli Martineli, que cuidava do Turismo e da Publicidade, a Marta Sirimarco, do Teatro, e o Roberto Guedes, da Astronomia. Já fiquei sabendo que até o Carlos Drummond de Andrade escreveu para o jornal. O Jeferson de Andrade, da Folha do Padre Eustáquio, de Belo Horizonte, também.
Sinceramente, não me lembro de alguém que escrevesse alguma coluna específica sobre economia. Mas o Guilhon, por exemplo, possuía interesses na área.
- Era fácil publicar alguma informação no jornal?
- Se alguém mandasse um bom artigo, geralmente, era publicado, independentemente de fazer parte do corpo de redação. Eu mesma, que era repórter e fazia de tudo um pouco, além de manter a coluna “Clevane Comenta” e as páginas domingueiras “Ribalta Lítero-Artística”, “Carrossel” e “Gente, Letras e Artes”, aceitei atuar como colaboradora ou indiquei outros colunistas, como a Lícia Stael, por exemplo, para a coluna de Música.
- A senhora destaca o trabalho de alguém da Gazeta Comercial? 132
- Lembro bem do Paulo Lenz, redator-chefe e irmão do dono, Theo Sobrinho, já falecido. A posteriori, entrou o Gylson Guilhon Loures. Ele foi meu chefe de redação e o responsável pela modernização do jornal e reformulação da diagramação. A Gazeta Comercial ainda era feita com linotipos, embora os Diários Associados usassem rotativa. O Messias da Rocha foi meu marido e redator-chefe de "A Tarde", uma espécie de “irmã” da Gazeta. Ele também era proprietário do tablóide Urgente. Destaco ainda a presença de José Luiz Dutra Toledo, também falecido, que marcou e muito o jornalismo mineiro.
- A senhora faz idéia de como foi o fim da Gazeta Comercial?
- Quando retornei a Juiz de Fora, por volta de 1990, soube que a GC não mais existia. Soube que Itamar Franco a comprara, para ajudar o então dono, Theo Sobrinho. E o Itamar não a reativou. Acredito que, nos anos 70, o jornal ainda funcionava, mas não sei se em toda a década.

(...)

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NAS VELAS DO TEMPO
Reminiscências no 31 de março
"Nas Velas do Tempo - Reminiscências no 31 de Março", de Clevane P. de Araújo Lopes nos lembra um tempo quando tínhamos medo, mas tínhamos audácia.(L P Baçan)

Baixe e Leia em http://www.viladasartes.org/bv/clevane/clevane.htm

Também em:http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/57559

Outros e-livros meus:

http://recantodasletras.uol.com.br/escrivaninha/ebooks/index.php

sábado, 7 de agosto de 2010

3- SAKINEH,SAKINEH,SAKINEH




Por que SAKINEH deve morrer?Ela , que escapou da condenção de ser lapidada-muitas notícias que nos chegam, dizem que a condenação foi a 99 chibatadas e não apedrajamento- mas , depois de muitas entidades de Direitos Humamos-inclusive a AVAAZ, para a qual pedi que se assinasse petições para tal , lembram-se?- conseguirem a suspensão, sabemos , da mesma forma, que agora a mmulher de rosoto belo e sofrido deverá ser enforcada.A nós, nos parece dura demais, arcaica, bárbara, pincipalmente porque os costumes ocidentais não nos permitem aceitar a pena de Sakineh...Parece-nos longe imaginar que depois de todas as conquistas femininas, a palavra de uma mulhe, em tribunais, seja contabilizada apenas pela metade.Que elas sejam vistas menores que os homens.Que uma viúva que tenha relações sexuais possa ser considerada adúltera!
E escrevo:

SAKINEH SAKINEH:todas nós , in útero (*)

Clevane Pessoa

Brotam-me versos em ondas de fúria e confraternidade.
Doi-me o coração e meu espírito debate-se
de perplexidade epilótica:espuma, agita-se em , tempestade.
Como fechar os olhos, respirar, comer,
se alhures uma pessoa de meu próprio gênero,
inocente, não é inocentada?


Sakinet é adúltera ?Sim, sim , sim, dizem em seu povo.
Sakonet traiu o marido morto.
Viúvas devem apagar as brasas da feminilidade e da paixão
e alimentar-se de lembranças?
A Kundalini deve dormir um sono perene
num corpo cujas células clamam pela energia sexual?
A alma de Sakinet e das demais mulheres sem marido
deve ser congelada?
Sim , sim , sim, clamam antigas leis e costumes,
e para cada pecado,pensamento ou ato
deve levar uma chibatada?
Não 100, mas 99, chibatadas?
A útima foi perdoada?Ou porque ela já estaria
semimorta ou sem vida?
E agora, não mais lapidada ou chocoteada, mas enforcada?
Depois das petições mundiais, o enforcamento
parece a eles uma forma menos cuel de ceifar a vida
de quem foi levada pela paixão?Ou não?
Ou ela foi estuprada e ainda assim , condenada?
Quanto vale o corpo de uma bela mulher?
Quando vale seu útero, que garantem a continuação da espécie,
do sangue da família?
Quanto vale sua alma?
Ao longo dos tempos, aqui, ali e lá, "menos que um cachorro",
objeto de uso, "objeto de cama e mesa", segundo Heloneida Studart
já apontava décadas atrás.
Por que tantos não se incomodam? É apenas "mais uma mulher" das muitas assassinadas quais as brasileiras
aparentemente protegidas e cheias de direitos?
Uma a menos?
No Brasil, nos Anos setenta, as mineiras escreviam nos muros
"SE SE AMA NÃO SE MATA":
sim, quem ama não mata, mesmo em nome da honra,
velho preceito demolidor de vidas.
Os tempos mudaram? Agora há uma onda de mulheres assassinadas
no Brasil, com "requintes de crueldade"
estranha expressão que , ao saber de detalhes contados à exaustão
entendemos o sgnificado...

Salve, salve sakonet, saúdo-te, mulher.

Salve-se SAKINEH, mas sobretudo, SALVE_SE A MULHER!!!!!

Salve-se o útero, graal de todas as raças humanas
dessas sandices seculares!

Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Embaixadora Universal da Paz (CUAP)
Diretora de Divulgação da UNIFUTURO
Diretora Regional do InBrasCi
Conselheira da rede Catitu Cultural
Representante do "AlÔ VIda"
Membro dos Poetas Pela paz e Pela Poesia
Membro do virArte, da APPERJ, da ONE, da SPVA/RN
Acadêmica Correspondente da ATRN(desde 1968), da ADL, da ANELCARTES,
da ALTO, da ACL.

Cadeira 5(Cecília Meireles) -Academia Feminina Mineira de Letras
Cadeira 11(Laís Corrêa de Araújo )Academia de Letras do Brasil/Mariana
Membro Honorário de Mulheres Emergentes


(*)Toda a mulher é apenas o útero, dizia-se, minimizando o valor do feminino:mulher serve apenas para abrigar um feto.Reverto:A mulher está toda no útero, sim:é a única que o tem e daí, irradia-se a sua singularidade e outro tipo
de força;por isso é temida.E tanto que tantos precisam matá-la, por temer sua força!

Clevane




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A atitude de Lula, tem prepassado por muitas facetas de interpretações, aqui, faço
um registro.Recebi também pela Internet, uma petição:"Preidente Lua, não desista de Sakinet" e o ouvi falar pela TV, minimizando qualquer possível interpretação, de sua fala, que foi decodificada lá com a declaração de que o Presidente do Brasil é sentimental, emocional.Nada disso, porém e agora, não vou escrever a respeito.

Tenho pressa em pedir que se manifestem , amigos!A PALAVRA É NOSSA ARMA DE LUZ!
Nãi usem palavras vãs, mas assumama o que dizem.Em versos, discurso ou assinando o peso precioso de seu próprio nome, nas petições.SEU NOME VALE OURO!

Clevane Pessoa

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Na Itália e no mundo, comenta-se a oferta de asilo do presidente brasileiro :

"04/08/2010 - 11.19 - L'Iran ha fatto capire oggi che non verrà accolta una proposta avanzata dal presidente brasiliano Ignacio Lula da Silva per salvare e dare asilo in Brasile a Sakineh Mohammadi-Ashtiani, una donna iraniana condannata alla lapidazione, per la quale si ... - Fonte: Bluewin condividi commenta LEGGI L'ARTICOLO

"Donna condannata alla lapidazione, l'Iran risponde al Brasile ... Il Brasile offre asilo a una donna condannata alla lapidazione, ma l'Iran ha fatto capire di respingere la del presidente Ignacio Lula da Silva di risparmiare la vita a una donna condannata alla lapidazione, Sakineh Mohammadi-Ashtiani. ... "(Blitz quotidiano)

"Iran/ Brasile offre asilo per donna condannata lapidazione San Paolo (Brasile), 31 lug. (Ap) - Sakineh Mohamamdi Ashtiani, la donna iraniana condannata a morte per lapidazione dalle autorità di Teheran, potrebbe ricevere asilo in Brasile: lo ha reso noto il presidente brasiliano Luiz Inacio Lula da Silva. ..." (Virgilio)

Brasile-Iran: "Lula offre asilo a condannata alla lapidazione Il presidente brasiliano Luiz Inacio Lula da Silva ha offerto asilo a Sakineh Ashtiani, la donna condannata in Iran alla lapidazione per adulterio, a favore della quale si è mobilitata l'opinione pubblica mondiale. "Chiederò personalmente al presidente ... "(Ticino News)

Iran: "Lula offre asilo alla donna condannata a morte per adulterio Curitiba, 1 ago. - (Adnkronos/Dpa) - Il Presidente del Brasile, Luiz Inacio Lula da Silva, ha offerto asilo politico a Sakineh Mohammadi Ashtiani, la donna iraniana condannata a morte per lapidazione dopo essere stata giudicata colpevole di adulterio. ... (Libero-News.it)"

Iran: "Teheran, no a proposta Lula di accogliere la Ashtiani Berlino, 3 ago. (Adnkronos/Dpa) - "Il signor Lula e' una persona che ha molto a cuore i casi umanitari ma in questo caso si tratta di un reato". Il portavoce del ministero degli Esteri iraniano, Ramin Mehmanparast, ha respinto cosi' in conferenza ... "(Libero-News.it)



FONTE:http://www.informazione.it/d/3BB6080C-5CA7-4674-A37C-B3F2304148B7/Iran-lapidazione-donna-respinta-offerta-asilo-di-Lula
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Acima:Sakineh

Abaixo, mais subsídios sobre SAKINEH
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Petição contra a lapidaçaõ, URGENTE Postado por Clevane Pessoa de Araújo Lopes em 14 julho 2010 às 12:00 (Em Comunidade Banco do Planeta- http://www.comunidadebancodoplaneta.com.br/profiles/blogs/peticao-contra-a-lapidacao- em EUNANET, e outros blogs)

Amigos, há tempos venho me pronunciando sobre a lapidação, essa bárbara prática cruel e que tanto atinge mulheres, quanto homens, mas as mulheres são lapidadas até por serem vítimas-por exemplo, engraviarem de estupros, que precisa acabar.

Hoje, recebo da escritora de S.Tomé e Príncipe, Inocência da Mata, uma grande amiga que fiz e a quem muito aprecio-coinhecí-a no I Encontro de Escritores de Língua Portuguesa em Natal-RN_ Brasil- essa petição da AVAAZ e repasso-a, solicitando que aponha sua assinatura consciente e divulgue ao máximo.

Vou divulgar e pedir esse apoio! Faça o mesmo!

Abaixo, em roxo, o que escrevi no ano passado e está em http://poietisa.blogspot.com



Abraços:


Clevane Pessoa


Publiquei no ano passado em Imprensa zaP, blog POIETISAS e clevanepessoa.net, entre outras, além de mandar para diversos mailings.

http://poietisa.blogspot.com
sábado, 31 de janeiro de 2009
Considerações em torno da lapidação,pena.


Fonte da imagem:www.amitiesquebec-israel.org/photos/stoning.jpg
Apresentado por :
http://lettersfromelise.blogspot.com/2005/05/sharia-e-lapidao-de-mulheres.html



"A Sharia e a lapidação de mulheres
A Sharia é a lei islâmica extraída do Corão. Podem saber mais aqui. Algumas versões da Sharia exigem que os adúlteros sejam condenados à morte por apedrejamento. O Irão é um dos poucos países onde tal prática ainda subsiste."(...)

Visitem o blog de Elizabete Dias
Localização: Maia, Porto - Centro do Mundo, Portugal

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O poeta e artista, contista e divulgador cultural de Lisboa, Joaquim Evónio nos envia, de Portugal, através de seu dinâmico site Varanda das Estrelícias essa denúncia sobre dez pessoas condenadas à morte por lapidação, uma prática cruel e arcaica,feita pelo Diretor da Anistia Internacional, seção da Espanha, ,Esteban Beltrán.
Assinem a petição.Os poetas devem cumprir a primeira destinação da POESIS e mostrar seu caráyer humanitário!


Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Embaixadora Universal da Paz, em Belo Horiznte, MG
Cercle de Les ambassadeurs Univ.de la paix, Genebra, Suiça.


Diretora de Divulgação e Curadoria de Projetos Especiais da ArtForum/ Universidade Planetária do Futuro

Considerações em torno da lapidação,pena.

Clevane Pessoa de araújo Lopes

Biblicamente conhecemos a mão de um certo nazareno
cuja palavra atravessa os séculos
e que mudou a Lei do Talião
-"olho por olho, dente por dente"-
ai trazer ao Mundo Antigo a grande novifdade:
o Amor incondicional pelo OUTRO, nosso irmão
e suspendeu o apedrejamento de uma adúltera:
"Que atire a primeira pedra"
quem jamais errou, pecou, traiu,
amou sem dever amar , alguém...

Nas espirais do tempo, a transformAÇÃO
da legislação, através dos tempos.
Não mais se será acobertado se matar em nome da Honra.
No Brasil, em Minas Gerais, as ruas tinam muros escritos :
"Quem Ama, Não mata", grafado "Se se ama, não se ama".
Nas escadarias da Igreja de S.José, point de muitas lutas, mulheres
-e homens de Bem- venceram a batalha.
Mulheres eram assassinadas por cometerem adultério
e os assassinos não eram condenados
porque na Lei havia uma exceção:pode-se matar em defesa da Honra...
Então, várias condenações aconteceram
e provaram que "combater o bom combate'
ainda tem força , que vozes em uníssino
valem maius que mil vozes.
Traição é sério:perpassa pela dolorosa "deslealdade'.
Entre amigos, então, ser desleal provoca muita perplexidade e dor.
mas não se deve sair por aí,
a matar desleais.
Quem somos nós, tão aos outros iguais,
para ter esse direito?

Lapidar, esse belo verbo que os ourives
usam para facetar gemas,
torna-se tinto de sangue
e usado para disseminação de ódios
e preconceitos!

Poetas de todo o Mundo,
unam-se para combater essa forma arcaica
de combater um crime com outro crime,
e então, mostrar quais seriam as novas definições de criminoso.
Em especial, criminosas.
Uma mulher estuprada, pode ser lapidada, tendo engrávidado em consequencia,
porque "traiu" o marido!
Mesmo que este lhe conheça a dedicação, a beleza interna ou externa,
as qualidades, curva-se aos costumes ancestrais e terríveis.
Mas os que estupram as esposas diariamente,
não serão punidos,
pois as corças tremem de medo,
o escuro da noite oculta a imposição,
e o pacto de silêncio nasce do pavor , da pequenez e da ignorância...

Quantas mortes duplas
-a criança no ventre mulher lapidada.
as crianças.


Sou contra lapidar pessoas.
Políticos infames, assassinos vis,
mulheres adúlteras,
bandidos infames, mesmo que pratiquem as piores violências,
minha liberdade de ser não me iguala a eles.
Meu grande patrimônio é o livre arbítrio.
E minha busca pessoal e a PAZ absoluta para a Humanidade inteira para mim.
Sem ela, viver não vale a pena,
embora valha "combater o bom combate".

A maior pena
para quem comete crimes
é ser lapidado
pela própria consciêsncia.
Os que nascem maus, não se tornarão bons, talvez.
Mas nós temos de apontar e punir erros
de uma forma positiva e humanitária.


Declaro-me mulher,mãe, poetisa,pessoa
e combatente pelo bom combate,
em defesa da paz absoluta
que pressupõe amor e perdão.
Arcaismo por arcaismo,
fico leve por praticar o Amor Universal
trazido em meu graal e meu coração
minha alma e minha razão
-aprendido de um certo nazareno
que condenou a Lei do Talião.
Sou livre , por direito con/sagrado
e da espolha pessoal,
a distinguir-me de um fero anomal:
sou gente e semeio Poesia e Paz,
Amor e Beleza.
Assim , sinto-me parte do universos
que pressupõe seus filhos sempre irmanados!

Clevane Pessoa de Araújo lopes

Embaixadora Universal da Paz em Belo Horizonte, MG-Brasil

Diretora regional do InBRasCI (Instituto Brasiuleiro de Culturas Internacionais) em Belo Horizonte

Vice-Presidente do IMEL(Instituto Imersão latina)

Cônsul Z-C em Belo Horizonte, de Poetas del Mundo

Representante do movimento Cultural aBrace.

Membro da ONE

Acadêmica da AFEMIL-em BH/MG/BR

Patrona da AVSPE

Membro do Movimento vir-ARTE

Delegada do ICA e da ARIEL.

Membro -Correspondente da Academia de Trovas do RN-desde 1968.

entre outras entidades, para as quais encaminharei este poema, esperando suscitar o brado em comum , dos humanistas,autores, Poetas e dos Artistas.

ASSINEM O ABAIXO-ASSinado CONTRA A LAPIDAÇÃO!

Enviem textos e arte que postarei em meus blogs.

Bom final de semana.
Clevane

___________________________________________________________________

Abaixo, matéria enviada por Joaquim Evónio, poeta luso, da varanda das Entreslicías-Um Ponte entre Portugal e o brasil, com expansões para totdo o MUNDO LUSÓFONO , de Estebán Beltran,Diretor da seção Espanhola da Anistía Internacional (Amnistía española): :


From: Joaquim Evonio

Date: 2009/1/31

Subject: Que no tropiecen con la misma piedra

Seja bem-vindo ao meu site - Varanda das Estrelícias
www.joaquimevonio.com

From: noticias@info.es.amnesty.org
To: isisbleu856@hotmail.com
Subject: Que no tropiecen con la misma piedra
Date: Wed, 28 Jan 2009 00:41:58 +0100


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arriba
izq Diez personas pueden morir lapidadas en Irán der
izq
Foto noticia

"Coincidirás conmigo en que la lapidación es una forma especialmente atroz de pena de muerte y parece increíble que en el siglo XXI se siga aplicando una práctica tan terrible.

Sin embargo, Irán tropieza con la misma piedra y, a pesar de haber anunciado el fin de dicha práctica, en diciembre dos personas murieron lapidadas y al menos otras diez corren el riesgo de ser lapidadas en cualquier momento.

¿Sabías que las piedras utilizadas en las lapidaciones no pueden ser ni muy pequeñas (para que causen dolor), ni muy grandes (para no matar al condenado en seguida)? ¿Sabías que es una pena específicamente impuesta en casos de adulterio, acto que ni siquiera constituye delito en la mayoría de los países del mundo?

Tras décadas de campaña de Amnistía Internacional por el fin de la pena capital, lo cierto es que el mundo camina con paso decidido hacia la abolición de la pena de muerte. Y vamos a seguir trabajando con la misma determinación.

Por eso pedimos al Gobierno iraní que prohíba de una vez y por ley esta forma de ejecución. ¿Puedo contar contigo? Al menos diez personas confían en nuestra capacidad de presión; no les des la espalda y únete a nuestra petición cuanto antes. ¡Firma ahora!

Si puedes, reenvía este mensaje a tus contactos para que puedan participar en esta lucha por la dignidad humana y descárgate un banner que nos ayude a recoger más firmas. Como siempre, muchas gracias por tu apoyo y compromiso,"

Esteban Beltrán
Director
Amnistía Internacional - Sección Española




Sí, quiero firmar contra la lapidación más info
der
borde abajo

Los datos personales que nos facilitaste constan en un fichero automatizado y confidencial de Amnistía Internacional.
Amnistía Internacional no vende ni comparte los datos que nos proporciones con ninguna entidad u organización.
Puedes ejercer los derechos de acceso, rectificación y cancelación en los siguientes enlaces.
Esta dirección no recibe mensajes. Por favor no pulses a 'Responder'


@ 2009 Amnistía Internacional

Postado por clevane às 06:09 0 comentários Links para esta postagem

Marcadores: Considerações em torno da lapidação, pena.

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--- Em qua, 14/7/10, Inocência Mata escreveu:


De: Inocência Mata
Assunto: Acabe com o apedrejamento, salve Sakineh!
Para: clevaneplopes@yahoo.com.br
Data: Quarta-feira, 14 de Julho de 2010, 5:52


Inocência Mata mata.inocencia@gmail.com enviou para você

(clevaneplopes@yahoo.com.br) o email abaixo para lhe informar sobre uma campanha da Avaaz.org. Você não foi adiconado a nenhuma lista! Para não receber mais estas mensagens, clique aqui click here -- ou continue lendo:

"15 pessoas estão no corredor da morte aguardando serem apedrejadas no Irã, mas esta semana, uma mulher foi salva desta morte horrenda por uma campanha internacional massiva. Vozes do mundo todo condenando a sua execução a salvaram do apedrejamento. Eu acabei de assinar uma petição urgente ao governo do Irã pedindo para acabar com esta prática brutal de uma vez por todas. Se você se preocupa com esta questão, assine também no link abaixo:

http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/98.php?cl_taf_sign=6fM85TF2

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"Caros amigos,

Graças a protestos globais a iraniana Sakineh Mohammadi Ashtiani acabou de escapar da morte por apedrejamento.

Ela ainda poderá ser enforcada, mas a execução por apedrejamento continua. Agora mesmo outras 15 pessoas estão no corredor da morte aguardando serem apedrejados, onde as pessoas são enterradas até o pescoço e pedras enormes são jogadas nas suas cabeças.

O perdão parcial a Sakineh, fruto dos esforços dos seus filhos em gerar uma pressão internacional, mostrou que se nós nos unirmos manifestando o nosso horror, nós poderemos salvar a vida dela e acabar com o apedrejamento de uma vez por todas. Assine a petição urgente agora e depois envie para todos que você conhece -- vamos acabar com estas execuções crueis agora!

http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/98.php?cl_taf_sign=6fM85TF2

Sakineh foi condenada por adultério, assim como as outras 12 mulheres e um homen, que aguardam o apedrejamento. Mas os seus filhos e um advogado diz que ela é inocente e que ela não teve um julgamento justo, dizendo que a sua confissão foi forçada e como ela só fala azerbaijano, ela não entendeu o que estavam perguntando no tribunal.

Apesar do Irã assinar a convenção da ONU que requere que a pena de morte seja usada somente para os “crimes mais sérios” e apesar do Parlamento Iraniano passar a lei banindo o apedrejamento ano passado, o apedrejamento por adultério continua.

Os advogados de Sakineh dizem que o governo Iraniano “está com medo da reação pública no Irã e da atenção internacional” para acabar com o apedrejamento. E depois dos Ministros da Turquia e do Reino Unido se declararem contra a sentença de Sakineh, ela foi suspensa.

Os corajosos filhos de Sakineh estão liderando uma campanha internacional para salvar a sua mãe e acabar com o apedrejamento. Uma comoção internacional agora pode acabar com esta punição terrível. Vamos nos unir hoje ao redor do mundo para acabar com esta brutalidade. Assine a petição para salvar a Sakineh e acabar agora com o apegrejamento:

http://www.avaaz.org/po/stop_stoning/98.php?cl_taf_sign=6fM85TF2

Com esperança e determinação,

Alice, David, Milena, Ben e toda a equipe Avaaz


Fontes:

Irã suspende apedrejamento de mulher por adultério:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hv571JPald9bw84cvILn-E3M_ahQ

Pena de morte para mulher no Irã causa comoção internacional:
http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4558434-EI294,00-Pena+de+morte+para+mulher+no+Ira+causa+comocao+internacional.html

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Trovas -Limeira e Pessoa


Desenho:Clevane Pessoa(para exemplares do livro "Maldita Perfeição, de jairo Rodrigues(capas únicas)

17/07/2006 21h15
Trovas /Limeira e Pessoa



Houve um tempo que Maria Limeira, da Paraíba e eu,ficávamos fazendo trenzinhos de trovas.Encontrei essa série:



Mais parece amputação
que nos afasta de um Mal...
Sofro , na separação
pois sinto falta, afinal...
(Clevane Pessoa)


Na separação, eu choro.
A amputação me dói.
Na agressão, me deploro.
Menino bonito é boy.
(Maria José Limeira)


Qual ave do céu e qual lírio
no campo por Deus cuidado,
estou em Paz e do círio
nasce um clarão em meu fado...
(Clevane Pessoa)


Todo lírio é flor branca.
Nem toda rosa é morena.
Nem toda mula é manca.
Flor cheirosa é açucena.
(Maria José Limeira)

Clevane Pessoa respondendo:

Menino bonito pensa
muitas vezes,que ser gato
põe a mulher numa prensa
bastando apenas...um "ato"...

As flores todas do mundo
correspondem às mulheres:
cada cheiro mais profundo
de suas profundas "colheres"!...

Cle(janeiro de 2004)

Publicado por clevane pessoa de araújo em 17/07/2006 às 21h15

Poemas sem a letra O


Clevane


Achei essa arquivo de 23004, seis anos atrás e posto, pararegistro...São poemas sem a letra "o":acabamos, depois, fazendo sem casa uma das vogais, em outros exercícios.

Clevane


"GEEEENNTEEEEMMMMM!!!
Topam outro desafio???
Vamos fazer um novo "EXERCÍCIO"??????
Agora vamos tentar escrever poesias sem a letra "O"?????
Para o "A", não ficar tristinho.
Se toparem, hospedo novamente na "Minha Casinha".
Aguardo.
Abraços.
Yara Maria"

* * * * * *

DÁLIAS
(Yara Nazaré - 18/01/04)

Cada dia que passa
Tua presença me basta
E sempre me fascina
Saber da certeza
Que sempre estarei
Por ti amparada
Da tua presença.

Assim... plena de alegria
Reabastecida de energia
De saber que na estrada
Da minha e da tua vida
Dálias enfeitam e perfumam
De ternura e carícias
A minha e a tua alma.

* * * * * *
SEM MENTIRAS
Schyrlei Pinheiro
Chega de tanta mentira,
a verdade vai gritar,
deixe a tua magia,
e minha ternura, abraçar
essa tal felicidade,
que a vida quer passar,
nesta frenética alegria,
que, para sempre
há de ficar
18 /01 /04


Magias da natureza
Clevane Pessoa de Araújo Lopes

Luzes,perfumes,algaravia,
brincadeiras,ninhais, alegria, ,
águas,terras,nuvens,céu,
Cantares para amantes
quaisquer figuras vibrantes,
muitas aves pipilantes,
matizes de mil milagres...
As cantatas desta Vida
ganham mais luzes,querida
se a Mãe Gaia,abundante,
faz nascerem maravilhas
da Natureza extravagante,
capaz de se recriar
na multiplicidades de instantes
que jamais param
de fecundar ,parir,
nascer, crescer,reciclar-se,
infinitamente
em espiral permanente...
Quanta alegria,minha gente,
registrar a Natura
em cada piscada na cara
de quem está alerta
para a Magia da Vida!!!

Do Ofício da Palavra

Em foto de Graça Campos, Tânia Diniz e eu, no Programa Brasil das Geraes, enm entrevista no tema "Para Que serve a Poesia", e, lém de nós duas, ali estavam Marcelo Dolabella e Wilmar Silva.


Inspirada na notícia abaixo, brotou-me o poema que aqui transcrevo:


"Ofício da Palavra é um projeto de literatura do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, realizado no Museu de Artes e Ofícios.
Uma vez por mês, um encontro privilegiado com os maiores nomes da literatura brasileira. Os autores falam sobre o ato de escrever e o seu processo criativo, lêem trechos de sua obra e conversam com os leitores.

O projeto estréia agora com o premiado escritor Sérgio Sant´Anna e ganha programação permanente a partir de 2007."




Do Ofício da palavra

Clevane pessoa de Araújo Lopes (I)



Do ofício da palavra,entendo desde menina.
Passei pelo fogo depurador
e provoquei uma florescência de primavera.
Passei pelo crivo da exigência
e reduzi inúteis sementeiras
a presevar as boas.
Passei pelo maralto,náufraga de mim mesma
e fui dar nas areias douradas
de uma praia deserta,
onde esculpi o verbo em castelos
de mina memória atávica.
Passei pelo campo estelar
e desci num cometa vabundo
(fiquei meses escrevendo para as estrelas inalcançáveis, agora)
Passei por um pomar de pomos de ouro
e ganhei ,por concurso , o título
de "Musa das Folhas no Chão".
Passei por furacões interiores
que quase me destroem por inteiro
o self de pétalas
e saí escrevendo em arco-íris.
Passei por desertos onde há anos não chovia
e me fiz nuvem,adentrei ao coração do Oriente
quando chovi, de forma inesperada.
Passei por messe de trigais e dancei
enquanto transportava feixes .
Cheguei aos portos de rio e ajudei a descarregar prateados peixes,
XPTOs sobre meus ombros rotos.
E fiz preces em versos
para as sagradas noas.
Cheguei às tribos de meus ancestrais
e esculpi com ele ,
cem mil canoas de lamentos,
onde redesenhei a poesia
das rituais escarificações.

Meu ofício é escrever.
Saio e vou às fontes que parecem me esperar.

O ofício da palavra é multifacetado
e do carvão dos pensamentos, emoções e sentimentos,
faz brilhantes,espelhos de estrelas e arco-íris
asas de borboletras(*)
estelas de hieróglifos nem sempre decifráveis...
(*) O neologismo "borboletras",ao que eu saiba, foi arquitetado-escrito por Yeda Schamltz(pernambucana por nascimento, radicada em Goiás,filha de goiano e mineira, neta de poeta e de arquiteto), embora já o andem usando com indevida im/propriedade.
Aqui,transcrevo-o,numa homenagem, in memoriam dessa magnífica poetisa de Goiânia(veja em outra parte desse blog,páginas com os muros de sua casa,onde seus versos estão escritos, em fotos recentes de Maria José Soares).
Acabo de receber seu livro póstumo, organizado por seu filho mais velho Luiz Cristino Schmaltz ,ao qual intitulou "Noiva da Água" e sobre o qual apresentarei em breve, uma resenha.

Meu poema, em Auto de Natal

Encontrei na Internet, um boletim paranaense, e, entre outros assuntos, comenta sobre a utilização de um meus poemas natalinos.Adorei...Desde que usem nossa autoria, é sempre honra e algria ser lido, aproveitado, interpretado...Vi as fotos, muito lindas-um presépio vivo, no auto de natal.Mas não tenho as mesmas, embora tivesse vontade de postá-las.



Boletim Informativo · ESPECIAL UNIVERSIDADE CORPORATIVA
Ano II · Número 016

NOVA PRODUTIVA FINALIZA
EVENTO E SUPERA SUA META
NA CAMPANHA NATALINA DE
DOAÇÃO DE BRINQUEDOS.

MAIS DE 6 (SEIS) MIL
BRINQUEDOS FORAM DOADOS.
Objetivando arrecadar
aproximadamente 5.000 brinquedos,
a terceira edição da Campanha
Natalina de Doação de Brinquedos,
ultrapassou a meta, alcançando a
marca de arrecadação de 6.333
unidades em todos os entrepostos
da cooperativa. Com esta ação
solidária a cooperativa tornou mais
feliz o Natal de inúmeras crianças
carentes, fortalecendo ainda mais o
compromisso e a responsabilidade
social que a Cooperativa Nova
Produtiva tem em toda região que
atua.

Com o apoio da Diretoria, o quadro
funcional da cooperativa pôde
trabalhar em prol da campanha,
totalizando cerca de 200
funcionários envolvidos na
arrecadação em todas as unidades.
Foram disponibilizados vários locais
para o recebimento. Nas unidades
de Ângulo, Colorado, Santa Fé e
Lobato as arrecadações foram
realizadas nas unidades operacionais
da cooperativa. Em Astorga, houve
postos de arrecadação na Unidade
operacional de Astorga, na
Destilaria, Nova Auto Posto e
Barraca instalada no centro da
cidade.

O sucesso da campanha de
arrecadação de brinquedos foi fruto
de doações espontâneas dos
associados, de fornecedores, dos
funcionários e da comunidade em
geral o qual foram distribuídos para
as crianças carentes de Astorga,
Ângulo, Santa Fé, Lobato e
Colorado.

Na distribuição dos brinquedos, os
funcionários voluntários puderam

presenciar a felicidade das crianças
ao receber uma singela lembrança e
dar um abraço no bom velhinho,
Papai Noel.

Vejam algumas fotos do evento na
galeria.

AS CELEBRAÇÕES RELIGIOSAS
NO NATAL DA COOPERATIVA

Missa de Ação de Graças -No
decorrer de dezembro, a Nova
Produtiva realizou vários eventos
relacionados a Campanha Natalina
2006, com o tema “A cooperação
começa com a sua solidariedade”,
coordenada pelo Grupo de
Cooperativismo da cooperativa.

Dentre os eventos, em
agradecimento a Deus pelos bons
resultados no ano de 2006 e pelo
término da safra de cana-de-açúcar,
foi realizada uma Missa de Ação de
Graças na Capela de Santo Expedito,
na Sede, em Astorga, celebrada pelo
Frei Valdenir Prandi.

Novena de Natal -Objetivando
levar aos colaboradores uma
reflexão sobre o Advento, foi
realizada a Novena de Natal, em
Astorga. Entre os dias 05 a 15/12, os
diretores, associados e funcionários
das unidades de Astorga, Destilaria,
e dos departamentos da Sede da
cooperativa estiveram participando
da Novena, na Capela.

Auto Natalino -No dia 15 de
dezembro, finalizando as celebrações
natalinas, foi encenado o Auto de
Natal, uma peça teatral que contou
com a participação de elenco
formado por dez atores funcionários
da cooperativa. O auto, uma
adaptação do Poema de Natal de
Clevane Pessoa de Araújo Lopes, foi
realizado em grande estilo, com
efeitos especiais de iluminação e
palco/caminhão cedido pela ACIAA.
Todas as cenas da Natividade foram
acompanhadas pelo Coral Ministério
“A fraternidade é a porta da justiça aberta para a vida”

Clemente I

de Música Santa Mãe Maria da
Renovação Carismática Católica de
Santa Fé, que abrilhantou a
apresentação com suaves e lindas
canções natalinas.

Agradecimentos especiais:

· Associados
· Diretoria da Nova Produtiva
· Fornecedores e parceiros
· Funcionários

Menores Aprendizes do
CEASFAM
· Comunidade em geral
· Grupo de Cooperativismo
A felicidade está em todo lugar.
No sentimento mais nobre, nos
pequenos gestos.
No sorriso de uma criança, no
amor sincero, em uma
verdadeira amizade.
2006 está partindo e 2007
aguarda nossa cooperação para
ser mais um ano de muitas
realizações..


A solidariedade se fez e sempre
contará com sua colaboração !



UNIVERSIDADE CORPORATIVA:

Encerrando as aulas de 2006, os
funcionários/alunos obtiveram maior
conhecimento da estrutura e
funcionalidade do sistema de
informação da cooperativa. O
treinamento foi ministrado pelos
funcionários/alunos da Universidade
de Desenvolvimento que trabalham
no Departamento de Informática.

Para encerrar as atividades do ano foi
organizado um churrasco de
confraternização onde estiveram
presentes os diretores e os gestores
da Nova Produtiva e de sua co-irmã
Cocafé, propiciando aos
funcionários/alunos uma maior
integração com as lideranças
cooperativistas da região.


Elaboração Alunos da
Universidade de
Desenvolvimento

Clevane



Foto clicada por Iara Abreu, S.paulo, nov/2009-Pátio do Colégio Anchieta.

A HUMANISTA E DIRETORA DO INBRASCI-MG EM BELO HORIZONTE, CLEVANE PESSOA, TOMARÁ POSSE NA ACADEMIA FEMININA MINEIRA DE LETRAS:

Vejam convite postado por Luciana Tannus:




"CLEVANE, essa mulher de pura poesia que veio fazer história na revolução das Letras, tomará posse na AFEMIL (Academia Feminina Mineira de Letras), ocupando a cadeira de nº 5, na qual terá como Patrona, nada mais nada menos que a nossa saudosa Cecília Meireles.

Todos estão convidados a com/partilhar desse momento notório de nossa querida poeta e escritora Clevane Pessoa, no dia 18 de novembro de 2009, às 16h:00, na rua dos Timbiras 1560, Conj. 703/704 - em Belo Horizonte/MG - onde a escritora será saudada por Elisabeth Rennó, Presidente da Academia Municipalista de Letras AMULMIG.

E para não dizer que não falei das flores:

Um pequeno trecho do Romanceiro da Inconfidência, por Cecília Meireles:

"...Liberdade, essa palavra
que o sonho humano alimenta
que não há ninguém que explique
e ninguém que não entenda..."

--
Postado por Luciana Tannus no EXPRESSO POESIA em 11/11/2009 12:09:00 PM"

Noticiado por http://www.grupos.com.br/blog/express_jornal_poetas_eventos/month/11-2009.html

As pessoas passam- a arte e as letras sobrevivem


Opinião

As pessoas passam, a arte e as letras sobrevivem!


Clevane Pessoa de Araújo Lopes



Prezada Governadora do InBrasCi em Minas Gerais, na histórica cidade de Mariana, a Primaz de Minas, Andréia Donadon Leal:


Muito grata pelos repasses e andamento da questão. Envio todas para Flávia Vivacqua, artista plástica, que coordena o Grupo "Coro Coletivo", na Internet, razão pela qual a Leci pensou ser "Coral musical", presumo. O "Coro Coletivo” reúne artistas e poetas de vários segmentos - conforme várias vezes, envio as ações criativas dos membros do grupo, para você, posto em meu blog, etc. Essas ações, performances, apresentações, mostras, lançamentos, etc, podem ser nacionais ou internacionais que merecem, da mesma forma, nosso olhar.
Já é tempo do Brasil ser mais conhecido lá fora, no campo artístico-literário, mas não apenas pela divulgação precária da mídia - que privilegia geralmente quem já é famoso (quantas vezes, após a fama no Exterior) Fico, Andréia, gratificada, quando sei que seus quadros, assinados como "Déia Leal", já lograram classificação importante em certames internacionais, qual o de Granada, na Espanha, ou na Itália, quando você representou a mulher artista brasileira, participaram de mostras itinerantes e que você recebe medalhas, congratulações, convites, por representar essencialmente, o movimento Aldravista, que privilegia a Metonímia mais que a Metáfora, esta comumente aplicada à Literatura e às Artes. Mas, pesa-me que a mídia e os órgãos Governamentais não invistam em seu trabalho. Não em ponderarem mais o Aldravismo, mas em o legitimarem como Movimento real, consistente e atual no Brasil. Quando você não conseguiu passagens para ir à Espanha, convidada e premiada, fiquei realmente perplexa, mas o mesmo já me ocorrera quando fui Prêmio Ex-Aeqüo no Algarve, em Portugal, por primeiro lugar de Conto livre. Entendo, Andréia, que o MINC ampliou consideravelmente as possibilidades de Intercâmbio Cultural, entretanto, é preciso uma análise mais acurada das pessoas que se candidatam aos benefícios. Todos merecem, mas cada caso é único. Na questão dos prazos, por exemplo, freqüentemente usados como a desculpa oficial para a não concessão de passagens, deveria, cada solicitação, em particular, passar por um crivo, pois "se" o artista ou o literato, o poeta, representarão seu País, e o resultado ou o convite chegam aqui já vencidos os dias hábeis para a concessão, outros meios hão de haver. Toda regra tem exceções. Em que pese meu amor pelos esportes, o que mais vemos são jogadores irem receber seus títulos... Políticos viajarem... Na questão editorial, quando nos oferecem alguma possibilidade, acenam com algum concurso/premiação, ocorrem as dúvidas tais e quais do último episódio da FUNARTE. Como divulgadoras voluntárias de Cultura, bem sabíamos das dezenas de concorrentes. E o resultado, ao que foi divulgado, saiu em três dias. Quem, em sã consciência, avaliaria tantas propostas? Cartas marcadas? Sabemos também que vários escolhidos são pessoas do Bem, que concorreram normalmente. O que acontece? Um bingo? Uma loteria para alguns, e o privilégio de um artista em detrimento dos demais? É dificílimo (por se tratar de Propriedade Imaterial, ou de conceitos abstratos e ainda, de propostas sobre algo des/conhecido, muitas vezes) sabemos, escolher. Um júri sempre se vê às voltas com o universo imensurável da criatividade. Então, justamente por isso, a abertura dessas avaliações, precisa de um tempo considerável. Seis meses, um ano para visitar, investigar, avaliar, em especial quando há envolvimento social e educativo dos beneficiários, de uma comunidade. Um dos trabalhos mais interessantes que já vi, foi em Belém do Pará, coordenada pela Dra em Hebiatria, Maria da Conceição de Oliveira Costa. Conseguiu verba da Fundação Mac Arthur e tirou da rua as prostitutas mirins, já mães - meninas, que aprenderem a "embonitecer" bonecas velhas e vendê-las e assim, tendo dinheiro para comprar leite para os filhos, não precisavam se prostituir mais. Sim, aqui o parênteses refere-se a artesanato. Mas em sua confecção, muitos artistas acabam por se revelar. E apenas em subdesenvolvimento, "Saúde é sinônimo de doença" (cuidar da saúde + cuidar de doença!). Num sentido lato, oferecer bem estar, cultura e lazer ao povo, é também oferecer SAÚDE.

Há muitos artistas envolvidos em trabalhos assim. Ou seja, vejo duas vertentes: uma, a das Artes de per si, outra a sua significância ampla, da Poiesis, no caso, também em prol dos menos validos, tanto quanto dos artistas. E incomoda-me, Andréia, que a verba tenha de vir de outros países (conforme vi em vários outros Estados), quando conhecemos as falcatruas, o desperdício dos donos dos poderes, os crimes de colarinhos brancos - e de todas as cores - as verbas mal direcionadas, os excessos de políticos que ajudamos a eleger. Por isso, nosso País engatinha e arrasta-se, movido pelo plano de seus cidadãos do Bem - os quais, felizmente, em especial o grupo multidericionado sagrada dos Poetas e dos Artistas, tem uma vontade poderosa e imaculada. Desculpe o desabafo, mas ele precisa ser escrito, antes que eu escreva um Elogio à Desesperança. E apenas para aplaudir seu empenho, a partir de um simples pedido, para que acenasse possibilidade ao Coral de Viena, à boa vontade da Flavia Vivacqua em abrir espaço no Coro Coletivo para, pelo menos, tentarmos um espaço para esses cantores. No entanto, assim quais eles, há milhares de brasileiros bafejados pelos deuses da inspiração, à espera de serem reconhecidos; de uma oportunidade de verba. Quando deveriam estar sendo reverenciados por serem os emissários do Belo. Quantas obras se acumulam em quartos e galpões pequenos, mal ventilados, escuros, à espera de serem mostradas, compradas? Você, enquanto pintora, sabe quanto custa o acrílico, o óleo, e o que dizer dos muitos pobres que não podem comprá-la? Já vi pintores usando borra de café, pétalas de flores, urucum, para obter o milagre da cor e das tonalidades. Mas, não como alternativa; por necessidade. Se esse status quo poderá mudar? Sim, sim e sim. Se não cochilarmos, se gritarmos e cantarmos juntos, nossas necessidades e, sobretudo, se "pagarmos o preço da terna vigilância". Sem liberdade, para expandir-se - e aqui somente me ocorre a velha e gasta imagem - o livre criador de arte e beleza é um pássaro de largas asas, que, além de podadas, ainda estão em gaiola, sem poder voar... Unamo-nos e continuemos a luta pela Esperança, pela Paz e pelos Direitos. Penso em uma "carteira do artista", desde que trabalhei no ex-INAMPS e via que o "segurado" podia ir à farmácia buscar remédios - o que o SUS hoje faz bem. Por que não terem os artistas que, comprovadamente, precisassem, a carteirinha de artista, para poderem ir a um almoxarifado buscar o material, para realizar seu trabalho sem preço?!
Desculpe-me se pareço inflamada. Estou. E espero que me compreenda. Grande e cordial abraço e meus cumprimentos a você, Andréia Donadon (Déia Leal) e a você, Flávia Vivacqua!
As pessoas passam, a arte e as letras sobrevivem!


Clevane Pessoa de Araújo Lopes
Diretora Regional do InBrasCI em Belo Horizonte, Minas gerais.
Psicóloga
Poeta Honoris Causa pelo Clube Brasileiro de Língua Portuguesa, Desenhista, Brasileira.


Publicado em http://www.grupos.com.br/blog/express_jornal_poetas_eventos/month/11-2009.html